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Amante de oligarca ucraniano perde as duas pernas em atentado no Mónaco

Bomba foi deixada na entrada de um prédio residencial; empresário Vadym Yermolaiev, Anna Nasobina e um adolescente de 13 anos ficaram feridos no ataque.

Anna Nasobina, de 46 anos, apontada pela imprensa internacional como amante e companheira de longa data do magnata ucraniano Vadym Yermolaiev, perdeu as duas pernas após uma explosão em Mônaco.

O ataque ocorreu na noite de segunda-feira, 29 de junho, na entrada do Sun’s Palace, prédio residencial localizado na rue Révérend-Père-Louis-Frolla, no principado europeu.

Além de Nasobina, também ficaram feridos Yermolaiev, de 58 anos, e um adolescente de 13 anos, apontado por veículos internacionais como filho do casal.

A esposa oficial do empresário, Anna Yermolaieva, afirmou à imprensa ucraniana que não estava no local no momento da explosão. A declaração corrigiu as primeiras versões divulgadas fora de Mônaco, que haviam tratado a mulher ferida como esposa do empresário.

Nasobina seguia internada em estado grave após a explosão. Veículos locais informaram que ela estava na UTI e lutava pela vida depois de ter as pernas amputadas.

Como a bomba foi colocada

A investigação aponta que um homem entrou no prédio, deixou um pacote ou mochila na área de entrada e saiu do local pouco antes da explosão.

Momentos depois, Yermolaiev, Nasobina e o adolescente se aproximaram da entrada do edifício. O artefato explodiu quando os três chegavam ao local.

Câmeras de segurança registraram o suspeito circulando pela região antes do ataque. Ele foi descrito pela imprensa francesa como um homem usando roupa escura e chapéu tipo bucket.

Após a explosão, o suspeito fugiu em direção à França. A proximidade entre Mônaco e a cidade francesa de Beausoleil fez com que policiais franceses também entrassem na investigação.

Artefato tinha peças metálicas

O explosivo foi preparado para causar ferimentos graves.

Relatos da imprensa internacional apontam que o dispositivo continha peças metálicas, como parafusos, chumbo ou fragmentos usados para aumentar o dano da explosão.

A entrada do prédio ficou danificada, e imagens do local mostraram vidros quebrados e marcas da detonação.

Além dos três feridos principais, outras pessoas receberam atendimento por choque e cortes provocados por estilhaços de vidro.

Estado das vítimas

Anna Nasobina foi a vítima mais gravemente atingida. Ela perdeu as duas pernas e foi levada para atendimento médico em Nice, no sul da França.

A Procuradoria de Mônaco informou que uma das vítimas adultas permanecia em risco de morte. Veículos locais apontaram Nasobina como a pessoa em situação mais crítica.

Yermolaiev também sofreu ferimentos graves, mas autoridades citadas pela imprensa internacional informaram que ele já não estava em estado crítico.

O adolescente de 13 anos teve ferimentos considerados menos graves e já foi ouvido por investigadores na França.

Os dois adultos ainda não estavam em condições de prestar depoimento quando as autoridades divulgaram as primeiras atualizações oficiais.

Amante, não esposa

A identidade de Anna Nasobina ganhou destaque porque houve confusão nas primeiras publicações sobre o caso.

Inicialmente, parte da imprensa informou que a mulher ferida era a esposa de Vadym Yermolaiev.

Depois, veículos locais e internacionais passaram a identificá-la como amante, companheira de longa data ou parceira do empresário.

A esposa oficial, Anna Yermolaieva, confirmou que não estava na cena da explosão e disse que coopera com as autoridades.

Segundo relatos publicados em Mônaco, Nasobina é originalmente de Dnipro, na Ucrânia, tem formação em Direito e viveu por longo período em Londres.

Quem é Vadym Yermolaiev

Vadym Yermolaiev é um empresário nascido na Ucrânia e conhecido por negócios no setor imobiliário, especialmente ligados à cidade de Dnipro.

Ele construiu fortuna em empreendimentos comerciais, imóveis, agricultura e bebidas, e já apareceu em listas de empresários ricos da Ucrânia.

Yermolaiev deixou a cidadania ucraniana e passou a ter cidadania cipriota. Ele vive em Mônaco, destino comum de grandes fortunas internacionais.

Em 2023, foi alvo de sanções impostas por Kyiv por supostas atividades comerciais ligadas à Crimeia ocupada pela Rússia. Ele nega apoiar a Rússia.

Investigação mira tentativa de assassinato

A Procuradoria de Mônaco abriu investigação por tentativa de assassinato.

As autoridades afirmam que as vítimas pareciam ter sido escolhidas como alvo específico.

A polícia analisa imagens de câmeras, fragmentos do explosivo, movimentação do suspeito e possíveis vínculos pessoais, empresariais ou financeiros das vítimas.

Um estrangeiro chegou a ser detido para averiguação, mas foi liberado no mesmo dia. O suspeito flagrado pelas câmeras continuava sendo procurado.

Motivo ainda é mistério

A motivação do ataque ainda não foi confirmada oficialmente.

Entre as hipóteses levantadas pela imprensa internacional estão disputa empresarial, cobrança ligada a esquemas financeiros, vingança criminosa e possíveis conexões com o contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Veículos europeus também citaram uma possível relação com investigações sobre centrais de telemarketing fraudulentas ligadas à cidade ucraniana de Dnipro.

Outra linha mencionada pela imprensa envolve a possibilidade de o ataque ter sido uma mensagem de intimidação, e não apenas uma tentativa direta de matar as vítimas.

Até agora, as autoridades de Mônaco não confirmaram nenhuma dessas hipóteses como conclusão oficial.

Explosão assustou Mônaco

O caso teve grande impacto porque Mônaco é conhecido por segurança rígida, vigilância intensa e baixa ocorrência de crimes violentos.

O ministro de Estado de Mônaco, Christophe Mirmand, afirmou que não tinha conhecimento de episódio semelhante na história recente do principado.

O príncipe Albert II chamou o ataque de ato odioso e determinou mobilização dos serviços públicos para apoiar a investigação.

A cooperação com a França continua, principalmente porque o autor do ataque pode ter cruzado a fronteira logo após deixar o prédio.

Redação

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