Crime brutal no RS: menino de 3 anos morre após pai confessar agressões por não receber “bom dia”
Um menino de 3 anos morreu após ser espancado pelo próprio pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou as agressões e afirmou que atacou a criança porque ela não respondeu ao “bom dia”.
A Polícia Civil confirmou a morte de um menino de 3 anos que estava internado em estado gravíssimo após ser agredido pelo pai em Viamão, no Rio Grande do Sul.
O caso ocorreu no domingo (5), na localidade de Águas Claras. A criança foi socorrida e levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
O pai, um missionário norte-americano de 33 anos, foi preso em flagrante após a equipe médica identificar múltiplas lesões compatíveis com agressão e acionar a Brigada Militar.
Suspeito disse que criança não respondeu ao cumprimento
Em depoimento à Polícia Civil, o homem admitiu as agressões e disse que atacou o filho porque a criança não respondeu ao “bom dia” da forma como ele esperava.
A motivação relatada pelo próprio suspeito foi classificada pela investigação como um elemento central para apurar a dinâmica do crime e os qualificadores do caso.
A criança tinha apenas 3 anos e dependia dos cuidados dos responsáveis dentro de casa.
Delegada relata socos e impacto contra o chão
Segundo a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, o homem relatou ter dado socos no peito e no abdômen do menino.
Ainda conforme a investigação, o suspeito também teria batido a cabeça da criança contra o chão.
O menino chegou ao atendimento hospitalar em estado gravíssimo e depois foi transferido para a UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.
Morte foi confirmada após internação em UTI
A criança permaneceu internada desde domingo em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. A morte foi confirmada na madrugada de quinta-feira (9).
Antes da confirmação do óbito, o menino já estava em protocolo de morte cerebral, segundo informações divulgadas pela imprensa gaúcha.
Com a morte, a investigação deverá ser ajustada ao novo desfecho. Inicialmente, o caso havia sido tratado como tentativa de homicídio.
Prisão foi convertida em preventiva
O pai foi preso em flagrante no hospital, depois que profissionais de saúde acionaram a polícia diante da gravidade dos ferimentos.
Na segunda-feira (6), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
Com isso, o suspeito permanece detido enquanto a Polícia Civil dá continuidade ao inquérito.
Investigação apura histórico de violência
A Polícia Civil também investiga se outros filhos do casal foram vítimas de agressões semelhantes.
Segundo informações da investigação, há registros em outros estados que apontam suspeitas de maus-tratos envolvendo três crianças da família, de 5, 7 e 9 anos.
A situação de um bebê de 1 ano também está sendo apurada. Até as últimas atualizações, não havia confirmação pública de que essa criança tenha sofrido violência.
Filhos foram encaminhados para acolhimento
Após o caso, o Conselho Tutelar determinou medidas de proteção para as crianças da família.
Os filhos sobreviventes foram encaminhados para acolhimento institucional, enquanto as autoridades apuram o histórico familiar e eventuais episódios anteriores de violência.
A investigação também busca entender se órgãos de proteção já haviam acompanhado a família em outros estados brasileiros.
Polícia também apura violência contra a esposa
Além da morte da criança e das suspeitas de agressões contra outros filhos, a Polícia Civil investiga possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do suspeito.
A polícia solicitou medida protetiva em favor da mulher.
Essa linha de apuração busca esclarecer se havia um padrão de violência dentro da casa e se outras pessoas da família também estavam em situação de risco.
Família vivia no Brasil havia cerca de nove anos
Segundo a investigação, a família vivia no Brasil havia cerca de nove anos e havia se mudado para Viamão aproximadamente seis meses antes do crime.
Antes disso, registros apontam que o grupo familiar já teria passado por outros estados, onde também houve acompanhamento por órgãos de proteção à infância.
Essas informações serão reunidas ao inquérito para ajudar a Polícia Civil a reconstruir o histórico da família e avaliar se houve falhas na rede de proteção.
Crime foi registrado em Águas Claras
A agressão ocorreu no distrito de Águas Claras, em Viamão, cidade localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Depois das agressões, a criança foi levada para atendimento médico. A gravidade dos ferimentos levou os profissionais de saúde a acionarem a polícia.
O atendimento hospitalar foi decisivo para que o caso chegasse imediatamente às autoridades.
Inquérito segue com novas diligências
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento, com oitivas de testemunhas, análise de documentos e novas diligências.
A investigação deverá reunir laudos médicos, depoimentos, registros de atendimento, informações do Conselho Tutelar e documentos de outros estados onde a família teria sido acompanhada.
A conclusão do inquérito poderá apontar se o suspeito será indiciado por homicídio e quais qualificadores serão atribuídos ao crime.
Prisão não substitui julgamento
Embora o pai tenha confessado as agressões à polícia, ele ainda responderá ao processo conforme as etapas legais.
A prisão preventiva não representa condenação definitiva. A responsabilidade penal será definida pela Justiça, após denúncia do Ministério Público, apresentação de defesa e análise das provas.
Até lá, o caso segue como investigação criminal, com o suspeito preso preventivamente.
Caso expõe alerta sobre violência contra crianças
A morte do menino reacende o alerta sobre violência contra crianças dentro do ambiente doméstico.
Crianças pequenas dependem de adultos para proteção, cuidado, alimentação, saúde e segurança. Quando a violência acontece dentro de casa, a identificação muitas vezes depende da atenção de profissionais de saúde, escolas, vizinhos, familiares e órgãos de proteção.
No caso de Viamão, a suspeita de agressão foi comunicada à polícia após a equipe médica constatar a gravidade das lesões apresentadas pela criança.
Rede de proteção será analisada
A apuração sobre registros anteriores de maus-tratos deve colocar a rede de proteção infantil no centro da investigação.
O objetivo será entender quais alertas já existiam, quais medidas haviam sido adotadas e se havia condições de impedir que a violência chegasse ao desfecho fatal.
O caso ainda depende de laudos e documentos para que a Polícia Civil detalhe toda a sequência de fatos.

