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Copa do Mundo vira máquina de demissões e já derruba 14 técnicos antes da final

Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem chegou à final, mas já deixou uma marca pesada nos bastidores: 14 técnicos perderam seus cargos ou encerraram seus ciclos após campanhas frustrantes, eliminações precoces e pressão de federações, torcedores e imprensa.

A Copa do Mundo de 2026 virou um teste brutal para treinadores. Antes mesmo da decisão do torneio, 14 comandantes já deixaram as seleções que dirigiram no Mundial.

A lista reúne situações diferentes. Nem todos foram demitidos diretamente. Há casos de pedido de demissão, contratos encerrados, saídas por comum acordo e ciclos que chegaram ao fim depois de eliminações.

O número chama atenção porque mostra como o Mundial se transformou em uma vitrine de pressão imediata. Uma campanha abaixo do esperado, uma queda nos pênaltis ou uma eliminação na fase de grupos bastaram para encerrar trabalhos que, em alguns casos, vinham desde o ciclo anterior.

Recorde de saídas antes da final

A Copa de 2026 já supera marcas recentes de troca de treinadores após Mundiais.

Levantamentos publicados durante o torneio apontam que 14 técnicos deixaram seus cargos, superando o recorde anterior citado para a Copa de 2018, quando 10 comandantes encerraram seus ciclos durante ou logo depois da competição.

O dado reforça o tamanho da cobrança sobre seleções nacionais em um Mundial ampliado, com 48 participantes e mais jogos decisivos.

Nem toda saída foi demissão direta

Apesar de o número ser tratado como uma onda de demissões, a situação de cada técnico tem particularidades.

Alguns foram dispensados pelas federações após maus resultados. Outros pediram demissão, tiveram contratos encerrados ou chegaram a acordos para não continuar.

Na prática, porém, o efeito é o mesmo: a Copa acelerou mudanças no comando de seleções que não atingiram seus objetivos.

Sabri Lamouchi foi o primeiro a cair

O francês Sabri Lamouchi foi o primeiro técnico a perder o cargo durante a Copa.

Ele comandava a Tunísia e foi demitido após a derrota por 5 a 1 para a Suécia, ainda na estreia da seleção africana no torneio.

A saída rápida mostrou o nível de impaciência das federações. A campanha tunisiana começou mal, e o comando técnico foi trocado antes mesmo do fim da fase de grupos.

Tunísia teve dois técnicos fora no mesmo Mundial

Após a queda de Lamouchi, Hervé Renard assumiu a Tunísia ainda durante a competição.

O treinador, porém, não conseguiu reverter o cenário. A seleção perdeu os jogos seguintes, foi eliminada na fase de grupos e Renard também não permaneceu no cargo.

O caso tunisiano é um dos mais simbólicos do Mundial porque envolve duas saídas de técnicos pela mesma seleção dentro da mesma edição.

Hong Myung-bo deixou a Coreia do Sul sob pressão

A Coreia do Sul também entrou na lista após a eliminação na fase de grupos.

Hong Myung-bo pediu demissão em meio a críticas pesadas pelo desempenho da equipe. Segundo relatos publicados durante o torneio, o treinador também citou ameaças contra ele e familiares.

A saída escancarou como a pressão sobre treinadores pode ultrapassar o campo esportivo e chegar a um nível pessoal.

Tchéquia e Escócia encerraram ciclos

Miroslav Koubek deixou o comando da Tchéquia após a eliminação ainda na fase de grupos.

O técnico havia assumido recentemente e conseguiu levar a seleção à Copa por meio da repescagem, mas a campanha no Mundial não sustentou sua continuidade.

A Escócia também viu Steve Clarke encerrar o ciclo. Ele comandava a seleção desde 2019 e levou o país a competições importantes, mas a eliminação precoce colocou fim ao trabalho.

Bielsa também deixou o Uruguai

Marcelo Bielsa foi outro nome pesado a sair após a fase de grupos.

O técnico argentino comandava o Uruguai desde 2023, mas a seleção fez uma campanha abaixo do esperado e terminou eliminada cedo.

A saída de Bielsa ganhou destaque por envolver um treinador de grande reputação internacional e uma seleção tradicional, acostumada a competir em alto nível.

Koeman caiu após eliminação dramática

Ronald Koeman deixou a Holanda depois da eliminação para o Marrocos nos pênaltis.

O técnico havia retornado ao comando da seleção em 2023, após a saída de Louis van Gaal, mas não resistiu à queda no mata-mata.

A eliminação por pênaltis reforçou uma característica cruel da Copa: mesmo jogos equilibrados podem encerrar ciclos inteiros.

Beccacece não continuou no Equador

Sebastián Beccacece deixou o Equador após a derrota para o México na fase de 16 avos.

O contrato do treinador chegou ao fim após a participação no Mundial, e a sequência não foi renovada.

A seleção equatoriana havia chegado à Copa com expectativas de competir em bom nível, mas a eliminação no mata-mata fechou o ciclo do argentino.

Alemanha perdeu Nagelsmann

Julian Nagelsmann deixou o comando da Alemanha depois da eliminação para o Paraguai, nos pênaltis.

O resultado foi tratado como grande decepção para uma seleção que entrou no Mundial sob forte cobrança por recuperação internacional.

Nagelsmann estava no cargo havia quase três anos e era visto como peça importante na tentativa de reconstrução alemã. A queda precoce, porém, tornou a continuidade insustentável.

Portugal encerrou passagem de Roberto Martínez

Roberto Martínez também deixou a seleção de Portugal após a eliminação para a Espanha nas oitavas de final.

O treinador espanhol estava no cargo desde 2023 e comandava uma geração forte, com grande expectativa de título.

A queda para a rival Espanha no mata-mata pesou diretamente no fim da passagem do técnico.

México trocou após queda contra a Inglaterra

Javier Aguirre encerrou sua terceira passagem pela seleção mexicana após a eliminação para a Inglaterra.

O México fez campanha marcante como uma das sedes da Copa, mas a derrota no mata-mata fechou o ciclo do treinador.

O ex-zagueiro Rafa Márquez foi apontado como sucessor no comando da seleção.

Carlos Queiroz saiu de Gana

Carlos Queiroz anunciou sua saída de Gana pouco depois da eliminação para a Colômbia.

O técnico português havia assumido o cargo poucos meses antes do Mundial, em uma tentativa de dar experiência ao comando da seleção africana.

A campanha não teve sequência suficiente para manter o trabalho depois da Copa.

Jamal Sellami deixou a Jordânia

Jamal Sellami também aparece entre os técnicos que deixaram o cargo após a participação no Mundial.

O marroquino comandava a Jordânia desde 2024 e levou o país à primeira Copa do Mundo de sua história.

Apesar do feito histórico da classificação, a eliminação na fase de grupos encerrou a passagem do treinador.

Zlatko Dalic fechou ciclo histórico na Croácia

Zlatko Dalic deixou a Croácia após a eliminação para Portugal.

Ele estava no comando desde 2017 e marcou uma das fases mais vitoriosas da história croata, com vice-campeonato mundial em 2018 e terceiro lugar em 2022.

A saída de Dalic tem peso simbólico porque encerra um ciclo longo, raro em seleções nacionais, especialmente em um ambiente de tanta cobrança por resultado imediato.

Lista dos 14 técnicos que deixaram seleções

Entre os nomes citados nos levantamentos estão Sabri Lamouchi, da Tunísia; Hervé Renard, também da Tunísia; Hong Myung-bo, da Coreia do Sul; Miroslav Koubek, da Tchéquia; Steve Clarke, da Escócia; Marcelo Bielsa, do Uruguai; Ronald Koeman, da Holanda; Sebastián Beccacece, do Equador; Julian Nagelsmann, da Alemanha; Roberto Martínez, de Portugal; Javier Aguirre, do México; Carlos Queiroz, de Gana; Jamal Sellami, da Jordânia; e Zlatko Dalic, da Croácia.

Em algumas atualizações publicadas por veículos esportivos, há variação na composição da lista conforme novas saídas são oficializadas por federações.

Por isso, o número deve ser lido como um retrato do momento: a Copa ainda está em andamento, e novas mudanças podem ocorrer após semifinal, disputa de terceiro lugar e final.

Pressão não atinge só seleções pequenas

A onda de saídas não ficou restrita a seleções de menor tradição.

Alemanha, Portugal, Holanda, Uruguai, Croácia e México também trocaram ou encerraram ciclos de treinadores, mostrando que o peso da eliminação atinge gigantes e coadjuvantes.

Em alguns casos, a cobrança veio por desempenho abaixo do esperado. Em outros, a derrota em confronto eliminatório foi suficiente para mudar os planos.

Mundial ampliado aumentou exposição

A Copa de 2026 é a primeira com 48 seleções, o que ampliou o número de jogos, seleções, histórias e também frustrações.

Para alguns países, apenas se classificar já foi um feito. Para outros, cair antes das quartas ou oitavas significou fracasso.

Essa diferença de expectativa explica por que a mesma fase pode ser vista como sucesso para uma seleção e desastre para outra.

Pênaltis também derrubaram trabalhos

Algumas saídas vieram depois de eliminações nos pênaltis, como nos casos de Alemanha e Holanda.

Esse tipo de queda costuma ser especialmente duro para treinadores, porque pequenos detalhes decidem o futuro de projetos que levaram anos para ser construídos.

Ainda assim, o resultado final pesa mais do que o contexto. Na Copa, avançar ou cair costuma definir a permanência de um técnico.

Ciclos longos ficaram raros

O caso de Dalic na Croácia mostra como ciclos longos estão cada vez mais raros em seleções.

A maioria dos treinadores trabalha sob contratos curtos, metas de ciclo e avaliações ligadas diretamente ao desempenho em grandes competições.

Quando a Copa termina antes do esperado, federações costumam optar por reformulação imediata, troca de metodologia e renovação do elenco.

Semifinalistas vivem situação diferente

Enquanto seleções eliminadas fazem balanços duros, os semifinalistas vivem cenário oposto.

França, Espanha, Inglaterra e Argentina chegam à reta final com seus técnicos fortalecidos pelo desempenho no torneio.

Ainda assim, mesmo seleções que vão longe podem passar por mudanças após o Mundial, especialmente quando já havia previsão de fim de ciclo.

Deschamps deve sair após a Copa

Didier Deschamps, técnico da França, já havia anunciado que encerraria seu ciclo depois da Copa do Mundo.

A diferença é que, no caso francês, a saída não decorre de uma eliminação precoce. A seleção chegou à semifinal e segue viva na disputa pelo título.

Isso mostra que nem toda troca no pós-Copa tem o mesmo peso. Algumas são consequência de fracasso esportivo; outras já estavam planejadas.

Copa cobra resultado imediato

O Mundial é a competição mais implacável para treinadores de seleções.

Diferente dos clubes, onde existe calendário longo e possibilidade de recuperação semanal, a Copa oferece poucas partidas e margem mínima para erro.

Uma derrota na estreia, uma eliminação inesperada ou uma decisão nos pênaltis pode encerrar um trabalho inteiro.

Reformulação deve marcar o pós-Copa

Com tantas saídas, o período após a Copa de 2026 deve ser movimentado para federações de diferentes continentes.

Novos técnicos serão buscados, elencos serão renovados e seleções já começarão a pensar no próximo ciclo de Eliminatórias.

Para muitos países, a reconstrução começa imediatamente após a eliminação, sem tempo para grande pausa.

O impacto para o mercado de treinadores

A saída de nomes como Bielsa, Koeman, Nagelsmann, Martínez e Dalic também movimenta o mercado internacional.

Técnicos que deixam seleções podem virar alvos de clubes, de outras federações ou até de projetos de reconstrução em países que buscam experiência.

Ao mesmo tempo, federações que perderam seus treinadores precisarão decidir se apostam em nomes locais, estrangeiros consagrados ou técnicos emergentes.

O Mundial ainda pode aumentar a lista

Como a Copa ainda não terminou, o número de 14 saídas pode crescer.

A reta final costuma trazer novas decisões, principalmente depois da final, quando federações fazem balanços completos e definem o planejamento para os próximos quatro anos.

O que já está claro é que a Copa de 2026 ficará marcada não apenas por jogos e eliminações, mas também pela maior onda recente de mudanças no comando de seleções.

Redação

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