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Ex-cientista ligado à CIA diz que EUA conheceriam ao menos quatro espécies alienígenas

Físico que trabalhou com a NSA e a CIA afirma que o governo americano conhece ao menos quatro tipos distintos de vida extraterrestre. Mas o que suas declarações realmente revelam — e o que elas omitem?

Por Redação | 25 de maio de 2026 | Categoria: Ciência e Espaço | Leitura: ~5 min

A Declaração Que Movimentou o Mundo Ufológico

No último dia 14 de maio, uma entrevista publicada no podcast norte-americano “The Diary of a CEO”, apresentado pelo empresário Steve Bartlett, reacendeu com força o debate global sobre a existência de vida extraterrestre. O convidado era Hal Puthoff — físico, engenheiro elétrico e pesquisador com décadas de trabalho em projetos classificados das agências de inteligência dos Estados Unidos, incluindo a NSA e a CIA.

Puthoff não é um nome qualquer nos círculos científicos e de inteligência. Nos anos 1970 e 1980, ele conduziu pesquisas sobre percepção extrassensorial e espionagem psíquica dentro de programas governamentais sigilosos. Mais recentemente, seu nome voltou à tona ligado ao debate sobre fenômenos aéreos não identificados (FANIs), termo oficial adotado pelo Pentágono para substituir o popular “OVNI”.

Durante o podcast, ao lado do cineasta Dan Farah, diretor do documentário “The Age of Disclosure” (A Era da Revelação), Puthoff fez a declaração que rapidamente viralizou:

“Existem pelo menos quatro tipos distintos de vida. Eu não tive acesso direto a esses dados, mas acredito nas pessoas com quem conversei ao longo dos anos.”

A declaração gerou ondas. Mas o que exatamente ela significa — e quais são os limites do que está sendo dito?

Quem É Hal Puthoff?

Para entender o peso das palavras de Puthoff, é preciso contextualizá-las. O pesquisador tem uma carreira que transita entre a ciência convencional e os territórios mais obscuros da pesquisa governamental americana.

Formado em física quântica, ele trabalhou para a NSA na década de 1960 antes de se dedicar a pesquisas independentes e, posteriormente, ser incorporado em programas como o STARGATE — um projeto do governo dos EUA que investigava o uso de habilidades psíquicas para fins de espionagem durante a Guerra Fria. O projeto foi oficialmente encerrado em 1995 e seus arquivos foram parcialmente desclassificados.

Mais recentemente, Puthoff esteve associado à TTSA (To The Stars Academy of Arts & Science), organização fundada pelo músico e ufólogo Tom DeLonge com o objetivo de investigar fenômenos inexplicados e promover a transparência governamental sobre o tema. Foi por meio dessa iniciativa que vieram a público vídeos de pilotos da Marinha americana registrando objetos de comportamento aerodinâmico inexplicável — imagens que o próprio Pentágono confirmou como autênticas.

As Quatro Espécies: O Que os Relatos Descrevem

Embora Puthoff não tenha detalhado as espécies em sua fala mais recente, suas declarações dialogam com as do físico Eric Davis, colaborador de longa data associado a projetos ultrassecretos do Pentágono. Segundo Davis, os corpos supostamente recuperados em destroços de OVNIs pertenceriam a quatro categorias:

Os Cinzentos (Grays)

Talvez a imagem mais icônica do imaginário ufológico moderno. Descritos como seres de baixa estatura, sem pelos, com cabeça desproporcional e olhos amendoados enormes. Sua representação foi popularizada em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) e tornaram-se o arquétipo visual do alienígena na cultura ocidental.

Os Nórdicos

Com aparência surpreendentemente semelhante à de humanos do norte europeu — altura aproximada de 1,80 m, traços finos e físico atlético. São descritos como humanoides originários de sistemas estelares distantes, mas com fisionomia quase indistinguível da humana. Sua semelhança com os humanos é frequentemente usada por ufólogos para sustentar teorias sobre ancestralidade comum.

Os Reptilianos

Seres de porte semelhante ao humano, também por volta de 1,80 m, descritos com características que lembram répteis: escamas, olhos rasgados e estrutura corporal mais robusta. Essa categoria é a mais presente em teorias conspiratórias populares — algo que não tem qualquer respaldo científico ou documental verificável.

Os Insetoides (Mantídeos)

Humanoides com morfologia que remete a insetos — em especial ao louva-a-deus, o que lhes rendeu o apelido “mantídeos”. Descritos com membros alongados, exoesqueleto e movimentos característicos de artrópodes, mas com postura ereta e capacidade de interação inteligente.

O Documentário “The Age of Disclosure” e o Contexto Político

As declarações de Puthoff foram feitas durante o lançamento do documentário “The Age of Disclosure”, dirigido por Dan Farah. O filme reúne depoimentos do secretário de Estado Marco Rubio, pilotos de caça da Marinha, almirantes, generais e ex-agentes de inteligência americana.

O documentário chega em um momento de crescente pressão legislativa nos EUA pela transparência sobre fenômenos aéreos não identificados. Em 2023, o ex-oficial de inteligência David Grusch afirmou, sob juramento no Congresso, que o governo americano manteria programas secretos de recuperação e engenharia reversa de tecnologia de origem não humana. Suas alegações ainda não foram confirmadas nem desmentidas de forma conclusiva.

O Que o Pentágono Diz — e o Que Omite

A posição oficial do Departamento de Defesa permanece inalterada: não existem evidências verificáveis de vida extraterrestre ou tecnologia alienígena sob posse do governo americano. O AARO (All-domain Anomaly Resolution Office), escritório criado especificamente para investigar FANIs, afirma que a vasta maioria dos casos analisados tem explicações convencionais — drones, balões meteorológicos, fenômenos atmosféricos ou erros de percepção.

Críticos, no entanto, apontam que a própria existência de programas como o AATIP — confirmado após décadas de negação — demonstra que o interesse governamental pelo tema vai muito além do que é admitido publicamente.

Entre a Credibilidade e o Ceticismo

O próprio Puthoff foi explícito: ele não teve acesso direto às informações que relata. Sua convicção baseia-se em décadas de conversas com fontes que considera confiáveis. Isso não significa que suas afirmações são falsas, mas também não constitui evidência verificável por padrões científicos.

Puthoff é respeitado em certos círculos por seus trabalhos em física teórica, mas também tem histórico de envolvimento em pesquisas na fronteira do que a ciência convencional aceita. Isso o torna simultaneamente uma fonte de interesse e de cautela.

As declarações de Hal Puthoff são significativas menos pelo que provam — que é muito pouco, em termos verificáveis — e mais pelo que representam: a convergência de vozes de dentro do aparato de inteligência americano que insistem em afirmar que há mais na questão dos FANIs do que o governo admite publicamente.

Seja qual for a natureza desse “mais”, o padrão mínimo para uma discussão responsável exige evidências públicas, verificáveis e submetidas ao escrutínio científico. Enquanto isso não acontece, o debate sobre quatro espécies alienígenas permanecerá exatamente onde sempre esteve: na fronteira incerta entre o testemunho e a prova, entre o segredo e a revelação.

Redação

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