Haaland desembarca com guaxinim empalhado de R$ 3,6 mil, encontra rei e deixa festa antes do cortejo
Erling Haaland desembarcou em Oslo carregando um guaxinim empalhado comprado nos Estados Unidos. O atacante participou de um encontro com o rei e a família real, mas deixou a recepção antes do desfile que reuniu milhares de torcedores nas ruas da capital norueguesa.
Erling Haaland protagonizou uma chegada incomum à Noruega depois da campanha histórica da seleção na Copa do Mundo de 2026.
Ao descer do avião no Aeroporto de Gardermoen, em Oslo, o atacante apareceu carregando um guaxinim empalhado que segurava uma garrafa de uísque.
O objeto foi adquirido durante a passagem do jogador por Dallas, nos Estados Unidos, e teria custado US$ 750, valor apresentado como aproximadamente R$ 3,6 mil na conversão utilizada pela publicação.
Haaland levou o guaxinim como bagagem de mão e transformou o souvenir em um dos elementos mais comentados da chegada da delegação norueguesa.
Guaxinim foi comprado em loja de Dallas
O animal empalhado foi comprado na Wild Bill’s Western Store, tradicional estabelecimento localizado em Dallas, no estado norte-americano do Texas.
A loja funciona há mais de 40 anos e vende artigos relacionados à cultura do oeste dos Estados Unidos, incluindo chapéus, botas, roupas e objetos decorativos.
Durante a visita, Haaland também experimentou roupas e acessórios no estilo cowboy. Imagens do atacante dentro do estabelecimento foram divulgadas pela própria loja.
A passagem do jogador provocou um aumento na procura pelos produtos do local, inclusive por clientes da Noruega e de outros países.
Depois da repercussão, o modelo do guaxinim carregado pelo atacante apareceu como esgotado na loja. O estabelecimento também passou a oferecer opções de envio internacional.
Objeto segura uma garrafa de uísque
O souvenir não é apenas um guaxinim empalhado. O animal aparece montado sobre uma base de madeira e segura uma garrafa de uísque, reforçando o estilo excêntrico da peça.
Haaland tratou o episódio com bom humor. Em uma publicação feita após o desembarque, o atacante brincou ao dizer que o guaxinim o havia seguido até sua casa.
O jogador também abriu uma votação para que os seguidores ajudassem a escolher um nome para o novo objeto.
Entre as opções apresentadas estavam “Cowboy”, “Ranger”, “TEX” e “R.O.W.”, abreviação em inglês para uma expressão relacionada ao guaxinim sobre rodas.
Seleção foi recebida como heroína em Oslo
A chegada da delegação ocorreu depois da eliminação da Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo.
A equipe perdeu por 2 a 1 para a Inglaterra, mas retornou ao país sob forte celebração popular por causa da campanha histórica realizada no torneio.
A Noruega disputou sua primeira Copa do Mundo desde 1998 e conseguiu avançar até as quartas de final. Durante a trajetória, a seleção conquistou vitórias importantes e eliminou o Brasil.
Haaland encerrou sua primeira participação em uma Copa com sete gols e foi um dos principais responsáveis pelo desempenho norueguês.
Na aproximação ao aeroporto, o avião que transportava os jogadores foi acompanhado por caças militares noruegueses. A recepção continuou nas ruas de Oslo, onde dezenas de milhares de torcedores aguardavam a seleção.
Jogadores foram recebidos pela família real
Depois do desembarque, a delegação seguiu para o Palácio Real, onde foi recebida pelo rei Harald V e por integrantes da família real norueguesa.
O encontro também contou com a presença do príncipe herdeiro Haakon e de outros representantes da monarquia.
Os jogadores receberam os cumprimentos pela campanha realizada no Mundial. O capitão Martin Ødegaard afirmou que o rei deu as boas-vindas ao grupo e parabenizou a equipe.
A recepção no palácio fazia parte de uma programação maior organizada para homenagear os jogadores e a comissão técnica.
Haaland deixou a festa antes do cortejo
Embora tenha participado do encontro com a família real, Haaland não acompanhou a maior parte da celebração realizada diante do público.
O atacante e o meio-campista Sander Berge deixaram o local antes do passeio em ônibus aberto pelas ruas de Oslo.
O técnico Ståle Solbakken explicou que os dois jogadores tinham compromissos que não poderiam ser adiados.
A programação da seleção sofreu alterações devido ao atraso do voo que transportava parte da delegação dos Estados Unidos para a Noruega.
Com a mudança nos horários, Haaland conseguiu comparecer ao encontro no palácio, mas precisou sair antes da homenagem feita na praça e do cortejo pela cidade.
Compromisso estaria ligado à moda
Informações publicadas pela imprensa europeia indicaram que Haaland viajou para a Itália depois da passagem por Oslo.
O atacante teria como destino a Sicília, onde participaria de um evento da grife italiana Dolce & Gabbana.
Haaland mantém uma relação comercial com a marca e foi fotografado durante a chegada à Noruega carregando uma bolsa produzida pela empresa.
A viagem para o evento teria sido um dos compromissos que impediram a participação do jogador no restante da festa com os torcedores.
Ausência não impediu celebração histórica
Mesmo sem Haaland durante parte da cerimônia pública, os demais jogadores participaram de uma grande festa diante do Palácio Real.
Integrantes da família real se juntaram à seleção e aos torcedores em uma encenação do tradicional “remo viking”, comemoração que ganhou destaque durante a campanha norueguesa nos Estados Unidos.
O príncipe herdeiro Haakon participou da celebração tocando o tambor enquanto jogadores e torcedores reproduziam os movimentos do remo.
Posteriormente, a delegação seguiu pelas ruas da capital em um ônibus aberto. A grande quantidade de pessoas tornou o deslocamento lento e exigiu atenção das autoridades.
A polícia norueguesa descreveu o comportamento do público como pacífico e colaborativo durante a homenagem.
Campanha marcou retorno após 28 anos
A comemoração foi motivada pelo significado da campanha para o futebol norueguês.
O país passou 28 anos sem disputar a fase final de uma Copa do Mundo. Antes de 2026, a última participação havia acontecido no Mundial de 1998.
O avanço até as quartas de final e a vitória sobre o Brasil aumentaram a mobilização dos torcedores e transformaram o retorno da equipe em uma grande celebração nacional.
Haaland terminou o torneio como protagonista dentro de campo e também acumulou episódios de humor e estilo fora dos estádios.
O desembarque com o guaxinim empalhado encerrou a passagem pelos Estados Unidos de forma tão incomum quanto a campanha que colocou a Noruega entre as oito melhores seleções do Mundial.

