Fundo Eleitoral: veja quanto cada partido receberá dos R$ 4,9 bi para 2026
Tribunal Superior Eleitoral divulgou a divisão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha entre as 30 legendas habilitadas para disputar as eleições gerais de outubro. Apenas três partidos receberão juntos mais de R$ 2 bilhões.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a distribuição oficial do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. Ao todo, R$ 4,9 bilhões de recursos públicos serão destinados aos partidos políticos para custear campanhas de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. A divisão mostra forte concentração de recursos entre as maiores legendas do país.
Os dados divulgados pela Justiça Eleitoral apontam que apenas três partidos — PL, PT e União Brasil — receberão aproximadamente 40% de todo o montante disponível. Juntos, eles terão acesso a mais de R$ 2 bilhões para financiar candidaturas em todo o território nacional.
O partido com a maior fatia é o PL, que receberá cerca de R$ 881,7 milhões. Em seguida aparecem o PT, com aproximadamente R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 525,2 milhões.
Valor total do Fundo Eleitoral: R$ 4,9 bilhões
Partidos beneficiados: 30 legendas
Maior beneficiário: PL (R$ 881,7 milhões)
Segunda maior fatia: PT (R$ 615,4 milhões)
Terceira maior fatia: União Brasil (R$ 525,2 milhões)
Participação conjunta dos três maiores partidos: cerca de 40%
Os 10 partidos que mais receberão recursos
| Partido | Valor estimado | Percentual |
|---|---|---|
| PL | R$ 881,7 milhões | 17,77% |
| PT | R$ 615,4 milhões | 12,40% |
| União Brasil | R$ 525,2 milhões | 10,61% |
| PSD | R$ 421 milhões | 8,49% |
| PP | R$ 417,1 milhões | 8,41% |
| MDB | R$ 400 milhões | 8,06% |
| Republicanos | R$ 348,6 milhões | 7,03% |
| Podemos | R$ 246 milhões | 4,96% |
| PDT | R$ 169,3 milhões | 3,41% |
| PSB | R$ 152,3 milhões | 3,07% |
Como funciona a divisão do Fundo Eleitoral
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi criado em 2017 após a proibição das doações eleitorais feitas por empresas privadas. Desde então, os recursos destinados às campanhas eleitorais passaram a sair diretamente do Orçamento da União.
A distribuição não ocorre de forma igualitária. A legislação determina que apenas uma pequena parcela seja dividida igualmente entre todos os partidos registrados. A maior parte dos recursos leva em consideração o desempenho eleitoral e o tamanho das bancadas das legendas no Congresso Nacional.
2% divididos igualmente entre todos os partidos registrados
35% conforme os votos obtidos para a Câmara dos Deputados
48% de acordo com o número de deputados federais eleitos
15% conforme a representação das legendas no Senado Federal
Federação União Progressista se aproxima de R$ 1 bilhão
A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP), denominada União Progressista, terá acesso conjunto a aproximadamente R$ 942 milhões do Fundo Eleitoral. O valor coloca a federação entre as estruturas políticas mais robustas da disputa de 2026.
A soma dos recursos das duas legendas praticamente alcança a marca de R$ 1 bilhão, ampliando significativamente sua capacidade de financiamento eleitoral em estados estratégicos.
Estados com maior peso na disputa eleitoral
Historicamente, os maiores investimentos das legendas concentram-se nos estados com grande número de eleitores e de cadeiras na Câmara dos Deputados.
São Paulo lidera o colégio eleitoral brasileiro com mais de 35 milhões de eleitores. Em seguida aparecem Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, estados considerados prioritários pelas principais siglas nacionais.
Além da disputa presidencial, as eleições de 2026 renovarão integralmente a Câmara dos Deputados, as assembleias legislativas estaduais, os governos estaduais e dois terços das cadeiras do Senado Federal.
O que os partidos podem pagar com esse dinheiro
Os recursos do Fundo Eleitoral podem ser utilizados para diversas despesas de campanha previstas na legislação brasileira.
Entre os principais gastos autorizados estão produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de profissionais de comunicação, aluguel de veículos, transporte de equipes, produção audiovisual, pesquisas eleitorais e realização de eventos de campanha.
A prestação de contas é fiscalizada pela Justiça Eleitoral, que exige documentação comprobatória das despesas realizadas por candidatos e partidos.
R$ 4,9 bilhões distribuídos pelo TSE
30 partidos contemplados
Mais de R$ 2 bilhões concentrados em apenas três legendas
54 cadeiras do Senado em disputa
513 vagas da Câmara dos Deputados em disputa
27 eleições para governador simultaneamente
Fundo Eleitoral cresce desde sua criação
Desde sua criação em 2017, o Fundo Eleitoral passou por sucessivos aumentos. O mecanismo foi implantado após decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu o financiamento empresarial de campanhas políticas.
Com a ampliação gradual dos valores destinados ao FEFC, o fundo se tornou a principal fonte de financiamento das campanhas eleitorais brasileiras, substituindo em grande parte as antigas contribuições privadas que predominavam até meados da década passada.
A distribuição anunciada pelo TSE será utilizada pelos partidos ao longo de toda a campanha eleitoral de 2026, considerada uma das mais relevantes dos últimos anos por envolver simultaneamente a disputa presidencial e a renovação de grande parte do Congresso Nacional.

