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“Americano nenhum vai matar nossos bandidos”, diz Renan Santos após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Fundador do MBL e pré-candidato à Presidência pelo Missão reagiu à decisão norte-americana exaltando a atuação das forças policiais brasileiras

Pré-candidato do MBL, Renan Santos. FOTOW/REPRODUÇÃO

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente do Partido Missão, usou as redes sociais na quinta-feira (28) para rebater, de forma contundente, a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em publicação no X, Santos deixou claro que, na sua visão, o enfrentamento ao crime organizado no Brasil deve ser conduzido exclusivamente pelas forças nacionais — sem depender de intervenção estrangeira.

“Americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais.”— Renan Santos, via X, 28 de maio de 2026

A declaração ganhou repercussão imediata nas redes e reforça o discurso de endurecimento no combate ao crime organizado que Santos tem adotado desde o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. O político não citou diretamente a decisão americana em sua postagem, mas o contexto da publicação tornava a referência evidente.

Contexto

Os Estados Unidos formalizaram a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, colocando as duas maiores facções criminosas do Brasil na mesma lista de alvos das autoridades norte-americanas que combate grupos como o Hezbollah e o Estado Islâmico. A medida pode abrir caminho para sanções, bloqueios financeiros e ações coordenadas internacionais contra líderes das facções.

Para Santos, a resposta ao crime deve passar por um endurecimento interno das políticas de segurança pública brasileiras. Ele tem defendido sistematicamente alterações constitucionais para permitir punições mais severas, encarceramento em massa e uma postura declaradamente beligerante do Estado contra as facções. “Antes de recuperar, eu quero punir”, afirmou o pré-candidato em entrevistas anteriores.

A retórica de soberania nacional no combate ao crime organizado é uma das apostas centrais da campanha do Missão para 2026, especialmente junto ao eleitorado mais jovem — segmento em que pesquisas recentes têm creditado a Santos cerca de 18% das intenções de voto.

Redação

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