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Brasil entra no maior jejum de sua história e só poderá buscar o hexa após 28 anos sem título mundial

Copa do Mundo

A eliminação diante da Noruega deixou a Seleção fora das quartas de final, encerrou a pior campanha brasileira desde 1990 e empurrou a próxima possibilidade de título para 2030.

A derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 produziu uma consequência que vai muito além da eliminação. O Brasil entrou oficialmente no maior intervalo sem títulos mundiais de sua história.

Como a próxima edição será disputada somente em 2030, a espera iniciada depois do pentacampeonato de 2002 chegará a pelo menos 28 anos.

O recorde anterior era de 24 anos, entre o tricampeonato de 1970 e o título conquistado em 1994. Mesmo que o Brasil vença a próxima Copa, o novo jejum será quatro anos maior. A seleção mais vitoriosa da história do torneio continuará com as cinco taças levantadas em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

O resultado também completou uma sequência de seis edições consecutivas sem o Brasil disputar a final. Desde o título sobre a Alemanha em Yokohama, a equipe chegou somente uma vez às semifinais, caiu quatro vezes nas quartas de final e agora foi eliminada nas oitavas.

Campanha começou com sete pontos e terminou nas oitavas

O Brasil iniciou o Mundial empatando por 1 a 1 com Marrocos. Depois, venceu o Haiti por 3 a 0 e repetiu o placar contra a Escócia. Com sete pontos, sete gols marcados e apenas um sofrido, avançou na liderança do Grupo C.

Na primeira fase eliminatória, criada com a ampliação do torneio para 48 participantes, a Seleção derrotou o Japão por 2 a 1. A campanha foi interrompida no confronto seguinte, quando a Noruega venceu por 2 a 1 e garantiu a classificação para as quartas de final.

Ao todo, o Brasil disputou cinco partidas, conquistou três vitórias, empatou uma e sofreu uma derrota. Marcou dez gols e sofreu quatro. Os números gerais não representam uma campanha sem vitórias, mas a fase alcançada colocou o desempenho de 2026 abaixo das cinco edições anteriores.

Por que foi a pior campanha desde 1990

A comparação exige considerar a mudança de formato. Em 1990, o Brasil também caiu nas oitavas, derrotado pela Argentina por 1 a 0, mas disputou quatro jogos. Em 2026, existiu uma fase adicional com 32 seleções antes das oitavas, razão pela qual a equipe entrou em campo cinco vezes.

Portanto, a expressão “pior campanha desde 1990” se refere principalmente à etapa atingida. Entre 1994 e 2022, o Brasil sempre alcançou pelo menos as quartas de final. A sequência de oito Copas chegando às oito melhores posições foi encerrada pela Noruega.

O contraste ficou maior porque a Seleção havia terminado a fase de grupos na liderança e superado o Japão no primeiro mata-mata. A queda aconteceu justamente quando o caminho voltou a reunir apenas 16 candidatos ao título.

Seis Copas sem chegar à decisão

O levantamento das campanhas após o pentacampeonato mostra uma repetição de eliminações no mata-mata. França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Croácia e Noruega encerraram as seis tentativas brasileiras desde 2006.

2006
Quartas de finalBrasil 0 x 1 França
2010
Quartas de finalBrasil 1 x 2 Holanda
2014
Semifinal e quarto lugarBrasil 1 x 7 Alemanha
2018
Quartas de finalBrasil 1 x 2 Bélgica
2022
Quartas de finalEmpate por 1 a 1 e derrota para a Croácia nos pênaltis
2026
Oitavas de finalBrasil 1 x 2 Noruega

Das seis campanhas, quatro terminaram nas quartas de final. A única semifinal ocorreu em 2014, quando o Brasil sediou a competição e encerrou sua participação em quarto lugar. A eliminação de 2026 foi a primeira desse período antes das quartas.

Noruega também encerrou uma tradição de 88 anos

A derrota brasileira ganhou outro componente histórico depois das quartas de final. A Noruega foi eliminada pela Inglaterra por 2 a 1 e deixou a competição sem subir ao pódio. Foi a primeira vez desde 1938 que uma seleção responsável por tirar o Brasil de uma Copa não terminou entre as três primeiras colocadas.

Nos Mundiais anteriores desse intervalo, as equipes que eliminaram o Brasil chegaram ao título, ao vice-campeonato ou ao terceiro lugar. A queda norueguesa nas quartas rompeu uma sequência mantida por 88 anos e reforçou o caráter incomum da eliminação brasileira em 2026.

O hexa ficou para um novo ciclo

O Brasil continuará como o único país presente em todas as edições da Copa e como o maior campeão, com cinco títulos. A vantagem histórica, porém, passou a conviver com uma geração inteira que nunca acompanhou a Seleção levantar a taça mundial.

Quem nasceu depois do título de 2002 chegará à Copa de 2030 sem ter vivido uma conquista brasileira. Caso o hexa seja alcançado na próxima edição, o intervalo de 28 anos ainda será o maior da história do país. Se o título não vier, a espera ultrapassará três décadas.

Os números deixam clara a dimensão do resultado de 2026: pior etapa alcançada em 36 anos, seis Mundiais seguidos sem final, primeira queda antes das quartas desde 1990 e um novo recorde de tempo sem conquistar a competição.

Fontes oficiais

Informações conferidas na Confederação Brasileira de Futebol, no histórico do Brasil publicado pela FIFA, na tabela oficial de 2026 e no levantamento da FIFA sobre as seleções que eliminaram o Brasil.

Redação

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