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Lula vê desaprovação disparar e superar aprovação em pesquisa nacional

Política

Uma pesquisa nacional da Futura Inteligência/Apex apontou que a desaprovação ao governo Lula superou a aprovação. Segundo o levantamento, 52,8% dos entrevistados desaprovavam a gestão, enquanto 40,9% afirmavam aprovar o presidente.

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou a aprovação em uma pesquisa nacional realizada pela Futura Inteligência/Apex.

De acordo com o levantamento, 52,8% dos entrevistados disseram desaprovar o governo Lula. A aprovação ficou em 40,9%. Outros 6,3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi feita entre os dias 4 e 8 de novembro de 2025, com 2 mil eleitores em 898 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Reprovação passa da metade dos entrevistados

O dado mais forte do levantamento é o avanço da desaprovação para acima de 50%. Isso significa que, dentro da amostra pesquisada, mais da metade dos entrevistados declarou rejeitar a forma como Lula conduzia o governo naquele momento.

A diferença entre desaprovação e aprovação foi de 11,9 pontos percentuais, um resultado que indicou desgaste político para o Planalto.

O levantamento foi apresentado como um marco negativo para o terceiro mandato de Lula, porque mostrou a reprovação numericamente acima da aprovação em escala nacional.

Avaliação negativa também supera a positiva

A pesquisa também mediu a avaliação da administração federal. Nesse recorte, 44,9% dos entrevistados classificaram o governo como ruim ou péssimo.

Já 30,5% avaliaram a gestão como ótima ou boa. Outros 22,8% disseram considerar o governo regular.

O resultado mostra que o desgaste não apareceu apenas na pergunta sobre aprovação pessoal do presidente, mas também na avaliação direta da administração federal.

Sudeste e Sul puxam maior rejeição

O levantamento indicou que a desaprovação era mais forte nas regiões Sudeste e Sul.

No Sudeste, 57,2% dos entrevistados desaprovavam o governo, enquanto 36,3% aprovavam. No Sul, a desaprovação chegou a 54,7%, contra 36,8% de aprovação.

O Nordeste apareceu como a região de melhor desempenho para Lula. Nesse recorte, 49,6% aprovavam o governo e 44,5% desaprovavam.

Homens e evangélicos registram rejeição maior

Entre os homens, a desaprovação chegou a 59,8%. Entre as mulheres, o índice ficou em 46,4%.

O levantamento também apontou rejeição expressiva entre eleitores evangélicos. Nesse grupo, 65,2% desaprovavam a gestão Lula.

Entre católicos, o percentual de desaprovação era menor, mas ainda relevante: 47,6% declararam desaprovar o governo.

Idosos mantêm melhor avaliação do presidente

A pesquisa mostrou que Lula tinha desempenho melhor entre eleitores com mais de 60 anos. Nesse grupo, a aprovação chegou a 49,2%.

Já entre os jovens de 25 a 34 anos, o cenário era mais difícil para o presidente. A desaprovação nessa faixa chegou a 63,1%.

Os dados indicam uma divisão importante por idade, com maior resistência ao governo em parte do eleitorado mais jovem.

Segurança pública aparece como ponto sensível

A pesquisa também avaliou a percepção sobre segurança pública. Segundo o levantamento, 46,1% dos entrevistados disseram que a área havia piorado no governo Lula.

Outros 30,8% afirmaram que a segurança estava igual, enquanto 18,2% avaliaram que houve melhora.

O tema ganhou peso político por causa da preocupação nacional com criminalidade, facções, violência urbana e respostas do governo federal na área.

Resultado pesa no ambiente pré-eleitoral

A leitura política da pesquisa é direta: quando a desaprovação supera a aprovação, o governo entra em uma zona de pressão maior.

Esse tipo de resultado afeta articulações no Congresso, alianças regionais, discurso da oposição e estratégias de comunicação do Palácio do Planalto.

Em ano pré-eleitoral, índices de popularidade também são observados por partidos, governadores, prefeitos e lideranças que avaliam o custo político de se aproximar ou se afastar do governo.

Outras pesquisas de 2026 mostram cenário apertado

Levantamentos divulgados em 2026 também indicaram cenário de disputa na avaliação do presidente.

Em junho de 2026, a pesquisa Genial/Quaest apontou 48% de desaprovação e 47% de aprovação ao governo Lula, resultado dentro da margem de erro.

Já em julho de 2026, levantamento Atlas/Bloomberg mostrou Lula com 52,3% de desaprovação e 45,9% de aprovação, reforçando um ambiente de pressão sobre o governo.

Governo tenta conter desgaste

O Palácio do Planalto tem buscado reagir ao desgaste com agendas econômicas, programas sociais, medidas de segurança e comunicação voltada a públicos específicos.

A dificuldade está em transformar indicadores econômicos e anúncios de governo em melhora real de percepção popular.

Custo de vida, segurança pública, endividamento das famílias e conflitos políticos seguem como fatores que influenciam a avaliação dos eleitores.

Números mostram país dividido

A pesquisa revela um país dividido, mas com vantagem para a desaprovação no levantamento da Futura/Apex.

O Nordeste aparece como principal base de sustentação popular do presidente, enquanto Sudeste, Sul e segmentos como homens e evangélicos concentram maior rejeição.

Esse desenho regional e social ajuda a explicar por que a disputa pela opinião pública segue como uma das prioridades do governo.

Levantamento não define eleição, mas acende alerta

Pesquisa de aprovação não é o mesmo que intenção de voto. Um presidente pode ter desgaste de governo e ainda manter competitividade eleitoral, dependendo dos adversários, da economia e do cenário político.

Mesmo assim, a desaprovação acima da aprovação acende alerta porque mede humor do eleitorado e grau de confiança na gestão.

Para Lula, o desafio é reduzir a rejeição e recuperar terreno em grupos onde o governo aparece com desempenho mais fraco.

Redação

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