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Polícia identifica homem que retirou GoPro de jovem morta em salto de rope jump

João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva foi apontado pela investigação como responsável por remover a câmera presa ao braço de Maria Eduarda após a queda; o equipamento, considerado peça importante para esclarecer a dinâmica do salto, ainda não foi localizado.

A Polícia Civil identificou João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva como o homem que retirou a câmera GoPro usada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas após a queda fatal ocorrida durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo.

João Antônio já estava preso no inquérito que apura a morte da jovem. De acordo com a investigação divulgada até agora, a função dele durante a atividade era permanecer na parte inferior da ponte para auxiliar os participantes depois dos saltos, retirar equipamentos e liberar os praticantes.

Testemunhas relataram que ele se aproximou de Maria Eduarda logo após a queda e retirou a câmera que estava presa ao braço da vítima. O equipamento teria sido removido antes mesmo da prestação dos primeiros socorros.

A GoPro ainda não foi localizada. Para os investigadores, as imagens podem revelar a preparação do salto, as últimas orientações dadas à jovem e o momento em que ela foi lançada sem estar conectada ao sistema principal de cordas.

A identificação de quem retirou a câmera não esclarece, sozinha, onde o equipamento foi levado nem se houve intenção de ocultar ou destruir provas. Essas questões continuam sob investigação e dependem da análise de depoimentos, imagens, aparelhos eletrônicos e demais elementos reunidos pela polícia.

O que a polícia descobriu

Informações centrais da investigação

Vítima Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.
Data da morte 13 de junho de 2026.
Local Ponte do Esqueleto, na região entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Equipamento desaparecido Uma câmera GoPro usada pela jovem durante o salto.
Quem retirou João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, segundo a Polícia Civil.
Função atribuída Auxiliar os participantes na parte inferior da ponte e retirar equipamentos após os saltos.
Situação da câmera O equipamento ainda não havia sido encontrado.
Número de presos Seis pessoas foram presas durante as diferentes fases da investigação.

Por que a GoPro é considerada peça-chave

Maria Eduarda havia contratado uma gravação do salto. A câmera poderia registrar a visão da própria jovem durante a preparação, o lançamento e a queda.

Os vídeos gravados por outras pessoas mostram o momento em que ela é erguida e lançada no chamado formato “aviãozinho”. No entanto, essas imagens foram feitas a distância e não mostram com clareza todos os procedimentos realizados no equipamento da vítima.

A gravação da GoPro poderia indicar se houve conferência do sistema, quais orientações foram dadas e se algum integrante da equipe percebeu que a corda principal não estava conectada.

O arquivo também pode conter áudio das conversas mantidas segundos antes do lançamento. Esse material ajudaria a confrontar os depoimentos prestados pelos organizadores, funcionários e testemunhas.

A polícia já identificou quem retirou a câmera, mas ainda precisa esclarecer onde ela foi parar e o que aconteceu com as imagens.

O relato das testemunhas

Uma das testemunhas afirmou ter visto um integrante da equipe retirar a câmera do corpo de Maria Eduarda logo após a queda.

Segundo o relato, a preocupação inicial dos organizadores teria se concentrado na retirada dos equipamentos, enquanto pessoas presentes tentavam entender o que havia acontecido e buscar atendimento para a jovem.

A testemunha não afirmou conhecer a razão da retirada da câmera. Entre as hipóteses mencionadas estavam a preocupação com o valor do equipamento, a tentativa de preservar a câmera ou uma possível intenção de impedir o acesso às imagens.

Cabe à Polícia Civil determinar qual dessas hipóteses encontra apoio nas provas. O relato testemunhal é relevante, mas precisa ser confrontado com outros depoimentos e registros.

A função de João Antônio no salto

Segundo a investigação divulgada, João Antônio atuava na parte inferior da ponte. Sua tarefa seria auxiliar na retirada dos equipamentos usados pelos participantes depois que o sistema de cordas interrompesse a queda.

Essa posição permitia que ele tivesse contato direto com os praticantes após o salto e com os equipamentos presos ao corpo.

A polícia o identifica como a pessoa que retirou a GoPro de Maria Eduarda. Ainda precisa ser esclarecido se ele agiu por iniciativa própria, se recebeu alguma orientação e para quem entregou ou levou o equipamento.

A investigação também deverá verificar se a câmera foi desligada, se o cartão de memória foi removido ou se os arquivos foram apagados posteriormente.

O que ainda está sem resposta

Ponto O que já se sabe O que falta esclarecer
Retirada da câmera João Antônio foi identificado como responsável pela remoção. Qual foi o motivo e se houve ordem de outra pessoa.
Destino da GoPro O equipamento saiu do braço da vítima. Onde foi guardado, entregue ou descartado.
Conteúdo gravado A câmera era usada para registrar o salto. Se as imagens foram preservadas, apagadas ou transferidas.
Preparação de Maria Eduarda Vídeos externos mostram que ela foi lançada sem a corda principal. Quem deveria conferir cada etapa do sistema.
Responsabilidade individual Várias pessoas participaram da organização e execução da atividade. Qual conduta específica foi atribuída a cada investigado.
Possível ocultação de prova A câmera desapareceu após ser retirada. Se houve intenção deliberada de impedir o acesso da polícia ao material.

Como Maria Eduarda morreu

Maria Eduarda participou de uma atividade de rope jump na manhã de 13 de junho. A modalidade consiste em saltar de uma estrutura elevada conectado a um sistema de cordas e ancoragens que interrompe a queda.

No caso investigado, vídeos mostram integrantes da organização segurando a jovem pelos braços e pelas pernas antes de lançá-la da ponte.

Logo após o lançamento, pessoas presentes perceberam que ela não estava presa à corda principal. Maria Eduarda caiu de uma altura estimada entre 30 e 40 metros.

A jovem sofreu politraumatismo e morreu no local, apesar das tentativas de atendimento feitas por pessoas que acompanhavam a atividade.

A diferença entre o equipamento vestido e a corda principal

Maria Eduarda usava parte dos equipamentos de segurança, incluindo estruturas presas ao corpo. Isso pode criar a impressão visual de que o sistema estava completo.

No entanto, a investigação aponta que faltava a conexão essencial entre a jovem e a estrutura de cordas responsável por interromper a queda.

Um arnês, mosquetão ou conjunto de fitas não impede uma queda sozinho. A segurança depende de todos os componentes estarem conectados corretamente ao sistema de ancoragem.

Por isso, a apuração busca identificar quem instalou cada peça, quem deveria realizar a conferência final e por que o lançamento foi autorizado.

A preparação teria sido diferente da usada em outro participante

Um amigo de Maria Eduarda contou à polícia que havia realizado o salto antes dela e percebeu diferenças na preparação.

Segundo o depoimento divulgado, o procedimento adotado com ele teria incluído etapas e verificações que não foram repetidas da mesma forma com a jovem.

Esse relato poderá ajudar a identificar mudanças na divisão de tarefas, falhas de comunicação ou ausência de conferência entre um salto e outro.

A polícia também analisa a sequência dos participantes. Maria Eduarda teria sido a 17ª pessoa a saltar naquele dia, o que permite comparar vídeos, equipamentos e procedimentos usados nos saltos anteriores.

As prisões realizadas

Três instrutores foram presos logo após a morte. Segundo as investigações, eles participaram diretamente da preparação e do lançamento da jovem.

A Justiça manteve as prisões preventivas ao considerar a gravidade das condutas investigadas, as falhas de segurança e o risco relacionado à liberdade dos suspeitos.

Outros três integrantes da atividade foram presos posteriormente. A nova fase da investigação buscou individualizar a atuação das pessoas envolvidas na organização, no apoio operacional e nas ações realizadas após a queda.

A prisão cautelar não equivale a condenação. A responsabilidade de cada investigado dependerá das provas reunidas no inquérito, da eventual denúncia do Ministério Público e do julgamento judicial.

A tentativa de deixar o local

Após a queda, parte dos organizadores teria tentado sair da área. Dois suspeitos foram localizados depois de buscas que contaram com apoio policial aéreo.

A investigação avalia se a saída ocorreu em situação de pânico, se houve tentativa de fuga ou se equipamentos e materiais foram retirados antes da chegada das autoridades.

Essa análise é importante porque a preservação do local ajuda a garantir que cordas, mosquetões, câmeras, celulares e outros objetos permaneçam disponíveis para perícia.

O desaparecimento da GoPro aumentou a importância de esclarecer o que ocorreu nos minutos posteriores à queda.

Possível alteração ou ocultação de provas

A Polícia Civil apura se houve alguma ação destinada a esconder, apagar ou modificar elementos relevantes para o inquérito.

A retirada de um equipamento não demonstra automaticamente intenção criminosa. Para caracterizar uma ação deliberada, os investigadores precisam esclarecer quem ficou com a câmera, quais providências foram tomadas e se houve tentativa consciente de impedir o acesso às imagens.

A perícia em celulares, computadores, serviços de armazenamento e cartões de memória pode indicar se arquivos foram transferidos ou excluídos.

Mesmo que a câmera não seja recuperada, cópias automáticas, aplicativos conectados e arquivos compartilhados podem ajudar na reconstrução do conteúdo.

Linha do tempo da investigação

13 de junho

Maria Eduarda é lançada da Ponte do Esqueleto sem estar conectada à corda principal e morre após a queda.

Após a queda

Uma testemunha vê um integrante da equipe retirar a GoPro presa ao corpo da vítima.

Primeiras prisões

Três instrutores ligados diretamente ao lançamento são presos.

Busca pela câmera

A Polícia Civil procura o equipamento e passa a tratar as imagens como elemento importante para a investigação.

Nova fase

Outros três integrantes da operação são presos para esclarecimento de suas condutas antes e depois da queda.

Identificação

João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva é apontado como responsável por retirar a GoPro do braço de Maria Eduarda.

O papel da perícia digital

A investigação pode continuar mesmo sem a recuperação imediata da câmera. Equipamentos digitais costumam deixar registros em diferentes locais.

A polícia pode analisar celulares usados pela equipe, computadores, aplicativos de edição, contas vinculadas à câmera e serviços de armazenamento em nuvem.

Também é possível verificar se alguém acessou, transferiu, renomeou ou apagou arquivos depois do horário da morte.

A recuperação de conteúdo excluído depende do tipo de equipamento, do tempo transcorrido e da forma como o armazenamento foi utilizado posteriormente.

O que significa homicídio com dolo eventual

A investigação passou a tratar a conduta dos responsáveis diretos pelo salto sob a hipótese de homicídio com dolo eventual.

Nessa classificação, não é necessário demonstrar que a pessoa desejava diretamente a morte. A acusação precisa sustentar que os envolvidos conheciam o risco grave e, mesmo assim, aceitaram a possibilidade do resultado.

A defesa pode argumentar que houve erro, negligência ou falha sem aceitação do risco, o que poderia levar a outro enquadramento jurídico.

A definição final não cabe apenas à polícia. O Ministério Público avalia os elementos para decidir sobre a denúncia, e o Judiciário examina a classificação durante o processo.

O que diferencia rope jump de bungee jump

No rope jump, o praticante salta preso a um sistema de cordas de escalada e ancoragens. As cordas costumam ter menor elasticidade do que as utilizadas no bungee jump.

No bungee jump, a queda é interrompida principalmente pela extensão de uma corda altamente elástica. No rope jump, a montagem pode envolver queda livre seguida de transição para movimento pendular.

Nos dois casos, a segurança depende de planejamento, redundância, cálculo, inspeção dos equipamentos e conferência independente antes de cada salto.

O caso de Maria Eduarda não é investigado apenas como uma falha de equipamento. As imagens disponíveis indicam que ela foi lançada sem a conexão principal que deveria interromper a queda.

O que a polícia ainda precisa concluir

Quem deveria conferir a conexão final

A investigação precisa definir qual integrante tinha responsabilidade direta pela última checagem antes do lançamento.

Por que Maria Eduarda foi lançada

A polícia apura se houve falha de comunicação, confusão na sequência ou ausência de protocolo formal.

Onde está a GoPro

João Antônio foi identificado como quem retirou o equipamento, mas seu destino permanece desconhecido.

Se houve apagamento de arquivos

A perícia digital poderá verificar possíveis transferências, exclusões ou tentativas de impedir a recuperação do material.

A responsabilidade de cada preso

O inquérito precisa separar as ações praticadas antes do salto, durante o lançamento e depois da queda.

O ponto central do caso

A identificação de João Antônio como responsável por retirar a câmera representa um avanço importante, mas ainda não resolve o desaparecimento do equipamento.

A polícia precisa determinar se a GoPro foi preservada, escondida, entregue a outra pessoa, descartada ou teve seus arquivos apagados.

Ao mesmo tempo, o inquérito continua concentrado na falha que permitiu que Maria Eduarda fosse lançada sem a corda responsável por interromper sua queda.

A câmera pode ajudar a esclarecer detalhes decisivos, mas a investigação já conta com vídeos externos, depoimentos, equipamentos apreendidos e registros digitais. A responsabilidade criminal será definida a partir do conjunto dessas provas, e não de um único elemento isolado.

Perguntas rápidas

Quem retirou a GoPro de Maria Eduarda?

Segundo a Polícia Civil, foi João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos homens presos durante a investigação.

A câmera já foi encontrada?

Não. O equipamento continuava desaparecido nas informações divulgadas pela investigação.

Por que a câmera é importante?

Porque pode ter registrado a preparação, as orientações, o lançamento, a queda e conversas mantidas pelos responsáveis.

Onde ocorreu a morte?

Na Ponte do Esqueleto, na região entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Maria Eduarda estava usando equipamentos?

Ela usava parte do equipamento, mas não estava conectada à corda principal que deveria interromper a queda.

Quantas pessoas foram presas?

Seis pessoas foram presas em diferentes etapas da investigação.

Os presos já foram condenados?

Não. As prisões são cautelares e a responsabilidade definitiva dependerá do processo judicial.

A retirada da câmera já foi considerada crime?

A polícia investiga as circunstâncias. Ainda é necessário demonstrar o destino do equipamento e eventual intenção de ocultar ou destruir provas.

Qual era a idade da vítima?

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos.

Redação

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