País segue estagnado em índice internacional e continua entre os mais mal avaliados no combate à corrupção, segundo relatório mais recente da organização.O Brasil manteve uma das piores posições no ranking global de percepção da corrupção divulgado pela Transparência Internacional.
O levantamento avalia a forma como especialistas e empresários enxergam o nível de corrupção no setor público em diversos países.De acordo com o relatório, o país não apresentou avanços significativos em relação aos anos anteriores, permanecendo estagnado em uma faixa considerada preocupante. A pontuação reforça críticas recorrentes sobre falhas estruturais no combate à corrupção e problemas ligados à governança pública.
Analistas apontam que a falta de progresso indica dificuldades em fortalecer mecanismos de transparência, fiscalização e responsabilização. A avaliação negativa também reflete a percepção de insegurança jurídica, instabilidade política e fragilidade institucional.
Segundo a Transparência Internacional, a ausência de reformas consistentes e o enfraquecimento de políticas anticorrupção em diferentes momentos contribuíram para a manutenção do país em posições desfavoráveis no ranking.
O índice analisa dezenas de nações e serve como referência global para medir a confiança nas instituições públicas. Enquanto alguns países avançaram em políticas de integridade e controle, o Brasil não conseguiu acompanhar o ritmo de melhora observado em outras regiões.
A organização ressalta que o combate efetivo à corrupção exige ações contínuas, independência das instituições de controle e políticas públicas focadas em transparência e prevenção.
Especialistas alertam que posições ruins no ranking podem afetar a imagem internacional do Brasil, dificultar investimentos estrangeiros e prejudicar o ambiente de negócios. A percepção de corrupção também influencia diretamente a confiança da população nas instituições.
