Presidente do PL toma atitude cruel contra Michelle após polêmica com Flávio: “Ela está fora”
Valdemar Costa Neto fechou questão sobre a ex-primeira-dama e reafirmou o senador como candidato do partido ao Planalto em 2026 — mesmo em meio a escândalo envolvendo pedido de financiamento a ex-banqueiro preso

A crise que se abateu sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro não abriu espaço para Michelle Bolsonaro. Ao contrário: o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tratou de fechar qualquer porta nessa direção com uma frase direta. “Está fora de questão”, resumiu, ao ser questionado sobre a possibilidade de a ex-primeira-dama ser lançada em substituição ao senador na disputa pela Presidência.
A declaração foi dada em entrevista à GloboNews na segunda-feira (25) e repercutiu rapidamente no campo político, num momento em que o UOL já havia divulgado as falas do dirigente confirmando Flávio como representante da legenda e citando o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro à escolha.
O escândalo que forçou o posicionamento
O pano de fundo da entrevista é uma polêmica de peso. Valdemar admitiu o impacto político do escândalo envolvendo o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, afirmando que Flávio foi até Vorcaro para pedir dinheiro — sendo que Vorcaro já se encontrava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica quando a visita ocorreu, em novembro de 2025.
O pedido teria sido para financiar uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Em sua defesa, Valdemar argumentou que a conduta do senador foi “natural” e que não haveria problema no pedido de recursos, uma vez que não foram utilizados órgãos públicos como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil.
Flávio segue, mas com desgaste nas pesquisas
Mesmo bancando o nome do filho do ex-presidente, o próprio presidente do PL reconheceu indiretamente o estrago. O impacto já aparece nas pesquisas: levantamento Datafolha divulgado na sexta-feira anterior mostrou que Lula ampliou a vantagem sobre Flávio, passando de 37% para 40% no primeiro turno, enquanto Flávio caiu para 31% — elevando a diferença de três para nove pontos percentuais. No segundo turno, Lula aparece com 47% contra 43% de Flávio.
Ainda assim, Valdemar garantiu que o partido “irá até o fim” com Flávio, descartando qualquer possibilidade de substituição.
Vice em aberto — e um nome na mesa
Com Michelle descartada da cabeça de chapa, o dirigente já projeta outras peças no tabuleiro. Ao tratar do cenário eleitoral para 2026, Valdemar apontou a senadora Tereza Cristina (MS) como possível integrante da chapa como vice-presidente, afirmando que “quem vai decidir isso é o Bolsonaro”.
O contexto mais amplo
A escolha de Flávio como herdeiro político do bolsonarismo nunca foi unanimidade dentro do próprio campo. Sua candidatura é tida como fato consumado apenas pelo círculo mais íntimo: enfrenta resistências no centrão, não desperta entusiasmo entre aliados, e a relação com Michelle tampouco é das melhores — enquanto a sombra de Tarcísio de Freitas (Republicanos), preferido da Faria Lima, segue rondando o horizonte.
O escândalo com Vorcaro e o recuo nas pesquisas tornam o cenário ainda mais instável para o PL — que, ao mesmo tempo em que tenta conter danos, já trabalha para blindar sua aposta para outubro de 2026.

