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Jovem que teve mãos amputadas por cunhado relata ataque brutal: ‘Me fiz de morta’

A vítima do ataque em Quixeramobim falou pela primeira vez sobre a violência. O cunhado decepou as mãos da jovem após uma crise de ciúmes do namorado da vítima

A jovem Ana Clara de Oliveira falou pela primeira vez sobre o ataque brutal sofrido em Quixeramobim, no Ceará, durante entrevista exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo. Ela detalhou os momentos de terror vividos durante a agressão que resultou na amputação de uma das mãos e em graves ferimentos pelo corpo.

Namorado e cunhado usaram foice para decepar mãos de mulher em Quixeramobim (CE) (Foto: Reprodução)

Segundo Ana Clara, o relacionamento com o então namorado, Ronivaldo Rocha dos Santos, durava cerca de dois anos e, com o passar do tempo, passou a ser marcado por crises de ciúmes e comportamentos agressivos.

“No início ele não demonstrava que era essa pessoa agressiva, mas com o passar do tempo ele começou a ser aquela pessoa agressiva. Ultimamente estava existindo confusões frequentes no meio da rua, em restaurantes, por ciúmes”, relatou. “Ele já foi tacando a foice”, diz vítima.

Durante a entrevista, Ana Clara contou que a discussão começou após uma briga entre o casal. Segundo ela, o suspeito saiu da residência e retornou acompanhado do irmão, Evangelista Rocha dos Santos.

A jovem afirmou que tentou se defender antes do ataque. “Aí ele vem pra cima de mim e eu falo assim: ‘Tu não vem, porque se tu vier eu quebro’. Do que eu ia tacar a pedra, eu pego no vidro do carro e quebro lá à frente.”

Ainda conforme o relato, o irmão do suspeito chegou armado com uma foice. “Do que eu abri, ele pulou a janela e já foi tacando. Tacou a foice, amputou minha mão, foi tacando assim nos meus braços, nas minhas costas.”

Ana Clara disse que fingiu estar morta para conseguir sobreviver ao ataque.

“Eu me fiz de morta, eu realmente me fiz de morta.”

Reprodução

Cirurgia de reimplante foi realizada

A vítima também falou sobre o processo de recuperação e comemorou os movimentos das mãos após as cirurgias.

“Eu falava para o meu pai: ‘Será que eu vou ficar com as minhas mãos? Será que vai dar certo?’. A felicidade é enorme que estou conseguindo mexer os meus dedos. É um sentimento de gratidão.”

Ana Clara passou por uma cirurgia de reimplante das mãos ainda no dia do crime e segue em acompanhamento médico.

Redação

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